Psiquiatria com ciência e cuidado 

Plano terapêutico claro, acompanhamento contínuo e resultados mensuráveis.

Depressão: o que é, sintomas, diagnóstico e tratamento

A depressão é uma condição de saúde mental comum e séria, que vai além de “tristeza” ou “fraqueza”. Ela pode afetar o humor, a energia, o sono, o apetite, a concentração e a capacidade de sentir prazer, interferindo na vida pessoal, profissional e nos relacionamentos. Com avaliação adequada e um plano de cuidado individualizado, é possível reduzir sintomas e recuperar funcionalidade e qualidade de vida.

Idoso com demência olhando para baixo

O que é depressão?

Depressão é um transtorno caracterizado por humor deprimido e/ou perda de interesse e prazer, com impacto no corpo e no funcionamento diário. Não é falta de força de vontade e pode causar sintomas emocionais, físicos e cognitivos.

A depressão altera a forma como a pessoa sente, pensa e age. Em muitos casos, ela também muda o corpo: surgem cansaço intenso, alterações do sono, dores, lentificação e queda de energia. É comum que a pessoa “se cobre” para melhorar, mas a depressão não se resolve apenas com esforço — ela requer compreensão clínica e estratégias terapêuticas adequadas.

Sugestão de vídeo para complementar esta leitura: “The Black Dog” (O Cachorro Preto)

Antes de seguir para o conteúdo abaixo, vale assistir a um vídeo curto e muito didático: “The Black Dog” (O Cachorro Preto). Ele usa uma metáfora simples para mostrar como a depressão pode “acompanhar” a pessoa no dia a dia — afetando energia, sono, motivação, concentração e relações — e, ao mesmo tempo, reforça uma mensagem essencial: depressão é uma condição de saúde e merece cuidado, não julgamento. 

Se você está se identificando com os sintomas, ou se está tentando entender o que alguém próximo está vivendo, o vídeo pode ajudar a dar nome ao sofrimento e reduzir a sensação de isolamento — muitas pessoas descrevem que, ao assistir, conseguem explicar melhor o que sentem. 

Link (YouTube – versão em português)

Tristeza, luto e depressão: qual a diferença?

Tristeza e luto são respostas humanas a perdas e costumam oscilar, permitindo momentos de alívio. Na depressão, os sintomas são persistentes, globalmente incapacitantes e afetam prazer, energia e autoestima por semanas ou mais.

  • Tristeza: geralmente ligada a um motivo, com melhora gradual.
  • Luto: dor pela perda, com ondas de sofrimento e lembranças; pode haver momentos de conexão e alívio.
  • Depressão: persistência de sintomas, com prejuízo funcional importante e redução da capacidade de sentir prazer, esperança e motivação.

Quais são os principais sintomas de depressão?

Os sintomas incluem tristeza persistente ou irritabilidade, perda de interesse, fadiga, alterações do sono e apetite, culpa, desesperança, dificuldade de concentração e lentificação. Em alguns casos, aparecem dores físicas e pensamentos de morte.

Sintomas emocionais

  • Tristeza, vazio, desesperança
  • Irritabilidade (muito comum, especialmente em homens e idosos)
  • Perda de interesse e prazer (anedonia)
  • Sentimento de culpa excessiva, autocrítica intensa
  • Sensação de “peso” emocional e baixa autoestima

Sintomas cognitivos

  • Dificuldade de concentração e memória
  • Lentificação do pensamento
  • Indecisão, ruminação (“mente presa”)
  • Visão negativa de si, do mundo e do futuro

Sintomas físicos e do sono 

  • Cansaço e perda de energia, mesmo com repouso
  • Insônia (dificuldade para dormir/manter sono) ou sono excessivo
  • Alterações do apetite e do peso (para mais ou para menos)
  • Dores no corpo, desconforto gastrointestinal, cefaleias
  • Redução da libido

Sintomas comportamentais 

  • Isolamento social, redução de atividades
  • Procrastinação e queda do desempenho
  • Menos autocuidado (higiene, alimentação, rotina)
  • Aumento do uso de álcool/substâncias como tentativa de alívio

O que causa depressão?

Depressão é multifatorial: envolve predisposição biológica, história familiar, estressores, traumas, padrões de sono, condições médicas e uso de substâncias. Não há uma única causa; identificar fatores de manutenção ajuda a direcionar o tratamento.

Fatores que podem contribuir:

  • Predisposição genética e neurobiológica
  • Estresse crônico, sobrecarga, perdas, conflitos
  • Trauma psicológico e experiências adversas
  • Privação de sono e rotina irregular
  • Doenças clínicas (por exemplo: alterações hormonais, dor crônica)
  • Efeitos de medicamentos e uso de álcool/substâncias
  • Isolamento social e sedentarismo

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é clínico e avalia duração, intensidade e impacto funcional dos sintomas. Também se investigam comorbidades (ansiedade, insônia, uso de substâncias) e, quando indicado, condições médicas que podem simular ou agravar sintomas depressivos.

A avaliação costuma incluir:

  • História dos sintomas e sua evolução (linha do tempo)
  • Avaliação de funcionamento: trabalho, relações, autocuidado
  • Investigação de sono, apetite, energia e concentração
  • Triagem de risco (autoagressão/suicídio)
  • Revisão de medicamentos e saúde geral
  • Exames laboratoriais quando apropriado (conforme cada caso)

Depressão e ansiedade: podem coexistir?

Sim. Depressão e ansiedade frequentemente coexistem. A pessoa pode ter preocupação intensa e sintomas físicos (ansiedade) junto de desânimo, anedonia e fadiga (depressão). O tratamento deve considerar os dois eixos.

Essa combinação é comum e pode aumentar insônia, ruminação, irritabilidade e prejuízo funcional, exigindo um plano terapêutico bem estruturado.

Tratamento da depressão: o que funciona?

O tratamento é individualizado e pode incluir psicoterapia, mudanças de estilo de vida e, em muitos casos, medicação com acompanhamento médico. O objetivo é reduzir sintomas, recuperar funcionalidade e prevenir recaídas, sem promessas de “cura garantida”.

1) Psicoterapia 

Abordagens como Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e outras podem ajudar a:

  • reduzir autocrítica e ruminação
  • retomar atividades com sentido (reengajamento)
  • melhorar estratégias de enfrentamento e regulação emocional
  • desenvolver habilidades para prevenir recaídas

2) Medicação (quando indicada) 

Em quadros moderados a graves, depressão recorrente, ou quando há prejuízo funcional importante, a medicação pode ser considerada. A escolha depende de:

  • perfil de sintomas (sono, ansiedade, apetite, energia)
  • histórico prévio de resposta
  • comorbidades clínicas e interações medicamentosas
  • riscos e benefícios individualizados

3) Sono, rotina e hábitos

Medidas com impacto clínico real:

  • regularidade do sono (horário de levantar consistente)
  • atividade física regular e progressiva
  • redução de álcool e outras substâncias
  • alimentação equilibrada e exposição à luz natural
  • organização de rotina com metas pequenas e possíveis (evitar “tudo ou nada”)

Em depressão, “esperar vontade para agir” costuma piorar o ciclo. Uma estratégia frequente é iniciar por ações pequenas e graduais, mesmo com baixa motivação.

Quando buscar ajuda?

Procure ajuda quando os sintomas persistem por duas semanas ou mais, causam sofrimento e prejuízo na rotina, ou quando há isolamento, perda de prazer, queda importante de energia e desempenho. Quanto mais cedo, melhor o prognóstico funcional.

Sinais de que é hora de procurar avaliação:

  • sintomas persistentes por ≥ 2 semanas
  • insônia importante ou sonolência excessiva
  • perda de prazer e afastamento social
  • dificuldade de trabalhar/estudar
  • choro frequente, desesperança ou irritabilidade intensa
  • uso de álcool/substâncias para “aguentar”

Se você percebe que a depressão está afetando seu sono, energia, concentração, relações ou capacidade de viver com qualidade, uma avaliação especializada pode ajudar a esclarecer o quadro e construir um plano de cuidado individualizado e baseado em evidências. Agende uma consulta.

Sinais de alerta: quando buscar ajuda imediata

Busque ajuda imediata se houver pensamentos de autoagressão ou suicídio, planos ou intenção de se ferir, piora rápida do quadro, incapacidade de se cuidar, agitação intensa, uso pesado de álcool/drogas ou sintomas psicóticos (delírios/alucinações).

Procure emergência ou suporte especializado imediatamente se houver:

  • pensamentos de suicídio, autoagressão, plano ou intenção
  • sensação de risco iminente (“posso fazer algo contra mim”)
  • incapacidade de se alimentar, hidratar ou cuidar de si
  • agitação intensa, desorientação ou comportamento de risco
  • alucinações, delírios ou confusão mental
  • intoxicação/abstinência por álcool ou drogas

Em caso de risco imediato, procure um pronto-socorro e acione o SAMU (192). O CVV (188) oferece apoio emocional 24h.

FAQ — Perguntas frequentes sobre depressão

1. Depressão é “falta de força de vontade”?

Não. É uma condição de saúde com componentes biológicos, psicológicos e sociais, e merece tratamento adequado.

2. Quanto tempo dura uma depressão?

Varia. Sem tratamento pode se prolongar; com tratamento adequado, muitas pessoas têm melhora significativa, mas o tempo é individual.

3. Depressão pode causar sintomas físicos?

Sim. Cansaço, dores, alterações do sono e do apetite são frequentes.

4. Depressão e burnout são a mesma coisa?

Não necessariamente. Burnout se relaciona ao estresse ocupacional crônico; depressão é um transtorno que pode ocorrer com ou sem contexto de trabalho.

5. Psicoterapia funciona para depressão?

Sim. Terapias baseadas em evidências ajudam a reduzir sintomas e prevenir recaídas, especialmente quando alinhadas ao perfil do paciente.

6. Quando a medicação é indicada?

Depende da gravidade, recorrência, prejuízo funcional e comorbidades. A decisão deve ser individualizada e acompanhada por médico.

Atenção: Este conteúdo é meramente informativo e não substitui a consulta médica ou psicológica.

Tratamentos para

T. de Ansiedade Generalizada

Transtorno de Panico

Transtorno Afetivo Bipolar

TDAH

Depressão

insônia

TOC

Demência

Esquizofrenia

Dr. Thyago Furtado

Dr. Thyago com os braços cruzados

Dr. Thyago Furtado é médico psiquiatra, com especialização em Psicogeriatria pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Com ampla experiência no cuidado em saúde mental, dedica-se a oferecer atendimento a adultos e idosos de forma individualizada, ética e empática, sempre com foco na segurança, no bem-estar e nas necessidades específicas de cada paciente.

Atualmente, atua como colaborador nos programas de Residência Médica em Psiquiatria e Psicogeriatria da UNIFESP e na Pós-Graduação em Psiquiatria da Santa Casa de São Paulo. Também é colaborador no Ambulatório de Demências do LIM-27 (IPq-USP), contribuindo para a assistência e o aprimoramento do cuidado de pacientes com transtornos cognitivos e de suas famílias.

Além disso, atualmente, cursa Pós-Graduação em Nutrologia na USP Ribeirão Preto, ampliando sua formação para oferecer um cuidado ainda mais completo e integral, considerando a saúde mental em conjunto com aspectos clínicos e metabólicos que impactam a qualidade de vida.

Sua prática clínica é marcada por escuta atenta, abordagem baseada em evidências e um olhar humanizado, voltado não apenas ao alívio dos sintomas, mas também à promoção de qualidade de vida em todas as fases da vida.

Em seu consultório particular, o Dr. Thyago busca criar um espaço acolhedor e seguro, no qual cada pessoa se sinta à vontade para iniciar ou dar continuidade à sua jornada de cuidado em saúde mental.

Nosso ambiente

  • Os atendimentos são realizados no endereço: Rua Pedro de Toledo, 980 – cjto 116, 11º andar, Vila Clementino – São Paulo/SP
  • O consultório está localizado próximo à Estação Hospital São Paulo (Linha Lilás do Metrô) e o edifício conta com estacionamento pago, facilitando o acesso.
  • Atendimentos realizados com hora marcada, garantindo pontualidade e respeito ao seu tempo. A primeira consulta médica é detalhada com duração de 2 horas.
  • Nós nos concentramos em um atendimento humanizado, dedicando o tempo necessário para entender e atender suas necessidades de saúde de forma completa.

Alguns Depoimentos dos Meus Pacientes

Perguntas Frequentes

Atende por plano de saúde?
As consultas são realizadas com pagamento particular e ao final é fornecido recibo para solicitação de reembolso.
Como faço para solicitar o reembolso do plano de saúde?
Entre em contato com o seu plano de saúde para saber quais os procedimentos devem ser feitos para a solicitação
Quanto tempo dura a consulta?
Para uma avaliação mais completa, a primeira consulta tem duração de 2 horas e as demais consultas tem duração de 1 hora.
O tratamento é feito apenas com medicação?
Durante as consultas será avaliado o seu quadro de forma integral e feito um plano de tratamento que envolverá mudanças no estilo de vida, técnicas terapêuticas, psicoterapia e em alguns casos medicações.

Secretaria

Whatsapp e ligações: (11) 96605-3819

Resp. Téc: Thyago Furtado, CRM 194425

Endereço

Rua Pedro de Toledo, 980 – cjto 116, 11º andar – Vila Clementino – São Paulo/SP

Políticas de privacidade

Este site usa cookies para que possamos oferecer a melhor experiência de usuário possível. As informações de cookies são armazenadas em seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.